Domingo, 25 de Fevereiro de 2007

●Reportagem

... E agora passo a palavra á minha colega  Ana Fidalgo que se encontra neste momento em Lisboa. Ana...

Boa noite.
              Hoje, em Lisboa aconteceram terríveis e indecorosos acontecimentos.

              Descobriu-se que Luísa traiu o seu marido com o seu prestigiado primo Basílio, enquanto o primeiro estava para o Alentejo.
              Ao que tudo indica, Luísa inspirou-se nos romances que lia ociosamente e com os quais devaneava e fantasiava.
              Julga-se que o culpado de toda esta celeuma seja Eça de Queiroz que criou Luísa e todo um conjunto de personagens que dão vida a esta fantástica obra, "O Primo Basílio".
              Também por delito de Eça, na semana passada, o padre da região, mais conhecido por Amaro, rendeu-se a volúpias, e ‘conheceu’ Amália.
              Houve um caso de incesto no Ramalhete. Parece que um grande mistério foi desvendado, e Carlos era mesmo irmão de Maria Eduarda.
              A verdade é que estamos a falar de um grande homem do seu (e do nosso) tempo, que conseguiu criar todos estes acontecimentos (e mais alguns) e que continua solto, até que a memória de todos os portugueses se apague e que deixou esta semana o país em pulgas.

...Boa noite. Passo a palavra a ti.

Domingo, 18 de Fevereiro de 2007

● (Entre)Vistas

Sociedade
Gazeta de Portugal ● Domingo, 18 Fev 2007

     Em suma, devido à sucessiva queda de patriotismo que se tem verificado no nosso país e ao relance da revista "gazeta de Portugal" no mercado português, convidámos Eça de Queiroz, apesar da extrema dificuldade que ultrapassámos para o ter aqui connosco (não pela sua agenda preenchida, mas sim pela morte precoce).

 

Gazeta de Portugal (GP): Primeiramente, Boa tarde Dr. Eça de Queiroz.

Eça de Queiroz (EQ): Boa Tarde

GP: Como é de conhecimento de grande parte da população, como foi a sua experiência de trabalho na "Gazeta de Portugal" do século XIX?

EQ: Como deve saber, esse foi uma das primeiras funções que exerci. Desde jovem que sempre tive um grande apreço por literatura, e foi a colaboração neste jornal, que me fez fundar a "revista de Portugal", que me fez aliar a notáveis escritores do meu tempo.

GP: Na verdade não começou por aderi à literatura. Qual o seu primeiro ofício?

EQ: É verdade, comecei por exercer advocacia, mas senti que era "demasiada Areia" não sei se me percebe.

GP: Percebo sim. Mas então, o que acha da Pamela Andersen?

EQ: I think that she is "to die for"! (risos)

GP: Visto este provincianismo (e também o facto de algumas personagens das suas obras serem um reflexo de outras sociedades), podemos concluir que era um homem muito viajado?

EQ: Não diria viajado, mas sim, com sede de conhecimento. Foi em Inglaterra que acabei de escrever o tão conhecido romance, não só em Portugal, mas, em destaque, no México. Trata-se do "Crime do padre Amaro", que com certeza, já deve ter ouvido falar.

Passei também por Paris e Havana.

GP: Quanto aos Maias. Qual a sua personagem favorita?

EQ: Digamos que Alencar, que era o patriota da obra, era um bom homem, mas o "Carlinhos" é que dá essência à história. Era um bom rapaz, que se deixou tentar, um homem nao é de ferro.

GP: qual o principal objectivo que teve ao escrever "os Maias"?

EQ: caro jornalista, como qualquer romancista do meu tempo, a tragédia era algo essencial. A sociedade tinha desejos de tragédia como se um romance fosse uma mangueira de água num incêndio. Eu limitei-me a dar à população aquilo que ela queria, aproveitando para encobrir, quando a quando, uma sátira, que é sempre necessário.

GP: Que argumentos daria à população da actualidade, que já não têm os tais "desejos de tragédia", para que suscitasse o interesse pela leitura da mesma?

EQ: Bastam apenas estas palavras, sem ser necessário recorrer a uma espécie de marketing. Para quem não sabe o que os homens falam quando estão entre amigos. "o livro tem MUITAS conversas de rapazes"

GP: Mas essa frase só ilude o público feminino, certo?

EQ: Poderia dizer que esse público era o suficiente (e não só porque a população feminina é mais numerosa), mas porque pelo que tenho visto, os jovens já nem uma conversa a sério sabem manter. logo, iria despertar muito interesse.

GP: Como faz para ainda se manter relembrado no mundo terreno?

EQ: Inicialmente custou-me aceitar o seu convite para estar aqui presente, mas com a ajuda de algumas editoras, e da escolaridade obrigatória, lá me vou mantendo vivo!

GP: Então e a Pamela?

EQ: Vantagem de estar "meio cá, meio lá" é a mobilidade e invisibilidade. Roa-se de inveja

 

E é tudo nesta primeira edição do "Gazeta de Portugal século XXI" (os X's mantém-se, o I desloca-se)

 

 

BORAT

 

Referências:

Eça de Queiroz. Acedido em: 18 de Fevereiro de 2007:

http://pt.wikipedia.org/wiki/E%C3%A7a_de_Queiroz
http://www.arqnet.pt/dicionario/ecaquejm.html

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Domingo, 11 de Fevereiro de 2007

●'Eça agora...

     Veio ao mundo em 25 de Novembro de 1845.
     Onde? (Perguntam vocês).

     'Essa agora...'. 
     Foi numa casa da Praça do Almada, na Póvoa de Varzim, como é óbvio, em Portugal (talvez esta seja a única semelhança entre o escritor e Eu mesma).
     Era um Romancista e contista e foi considerado o maior realista português da época. Morreu em 16 de Agosto de 1900 fora do nosso país. Em França.

     Incontestavelmete, estou a Falar de Eça de Queiroz. Espero ter suscitado algum (não muito, porque o melhor ainda está par vir) interesse pelo autor.

     Se ainda restarem dúvidas quando a esta personalidade, não percam a fantástica entrevista que tenho para vos mostrar na próxima semana.
     

Referências:

Eça de Queiroz. Acedido em: 11 de Fevereiro de 2007, wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/E%C3%A7a_de_Queiroz

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●Os Maias

  

 

Quem nunca ouviu falar de Eça de Queiroz e da sua mais prestigiada obra, "Os Maias", que atire a primeira pedra.

Como obra integral do 11º ano escolar, muitos estudantes leram e livro de Eça "forçadamente", não se apercebendo da magnífica obra literária que possuíam entre mãos.
     Essa foi uma das razões pela qual decidi escolher esta obra contida na lista, o facto de ajuizarmos uma ideia só porque nos dizem que "isso é uma seca".

Deixando “Jeremias” de parte,   creio que "Os Maias",  escrito na segunda metade do séc. XIX, atendia ás necessidades  trágicas de qualquer membro da população, não só do tempo em que viveu, ma sim, alongando-se até à actualidade.

Escrito em 1880, a sua primeira edição em livro, foi em 1888.  

Como romancista que era, Eça de Queiroz, apresenta-nos "uma Lisboa" do século XIX criando uma sátira à inanidade  espiritual característica da população mais culta e influente, não só da cidade em concreto, mas sim, de todo o país.

Referências:

Os Maias, Acedido em: 11 de Fevereiro de 2007, instituto-camoes: http://www.instituto-camoes.pt/encarte/encarte39i.htm

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Sábado, 10 de Fevereiro de 2007

●Ostentação

   

Há uns meses atrás, o professor Alfredo disse-me:  

     P. Alfredo:  "Ana Fidalgo, temos todo o interesse em que participem no Sapo Challenge. Quem são os restantes membros do grupo?"

     Ana F.: São a Joana Queirós, a Laura Rei, o Roberto Magueta e a Sara Pereira!

     Descrever cada um de nós seria impossível, visto que cada ser é particularmente único, mas somos um grupo de 5 amigos desde tenra idade e que por sorte nos fomos acompanhando ao longo de longos anos!

     Quanto à escola,  essa, é rica em regozijo, júbilo e sabedoria (não a escola em si, mas todos os que a frequentam dia após dia).

     Dr. João Carlos Celestino Pereira Gomes foi consagrado patrono da escola devido ao prestígio que esta personalidade teve sob os Ilhavenses.

     Esta é a simpática história de como um grupo de 5 estudantes da Escola Secundária Dr. João Carlos Celestino Gomes resolveram  participar no Sapo Challenge!

 

Desejem-nos Boa Sorte,
Ana Fidalgo

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